sábado, 15 de julho de 2017

Num dia...

A vida está em constante mudança, e como o tempo passa rápido... Num dia estamos a correr pela casa, a chamar pela "mamã" e no outro já só queremos saber dos amiguinhos da escola. Num dia estamos em frente à televisão horas a fio e no outro temos montes de preocupações relacionadas com a nossa casa. Claramente que não é desta forma, mas é assim que nos vamos apercebendo como o tempo corre, como as coisas mudam de um segundo para o outro.
Nunca fui de estar parada muito tempo, nunca liguei muito a jogos ou a passar horas em frente a um computador, nunca fui muito de estar em casa ou de não conviver, sempre fui ativa, sempre adorei sair, passear, divertir-me e muitas coisas foram mudando e perdendo-se pelo caminho.
Num dia via-me numa agência, no dia a seguir já estava a trabalhar e neste momento nem uma coisa nem outra... Passo as minhas férias quase todas enfiada em casa, rodeada de tarefas e mais tarefas, desde que me levanto até que me deito que há sempre que fazer, e parece que quanto mais se faz, mais há para fazer.
Em determinadas alturas apercebo-me que estou a entrar no que sempre pedi para não cair: na rotina! O pior dos meus pesadelos era esse, entrar num ritmo sempre igual, onde não há diferença de um dia para o outro, onde num dia estou em casa a tratar de tudo e no outro estou a fazer exatamente o mesmo.
Há coisas que mudam, outras mantêm e outras retrocedem.
Num dia sorris, noutros choras.. Num dia brincas, noutros ignoras.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O Amor

O amor tem muito que se lhe diga, para uns é a melhor coisa do mundo, para outros só causa sofrimento. O amor é algo controverso, algo que muitos tentam explicar mas ninguém consegue, pois quando este é verdadeiro, puro e sólido não há palavras que cheguem para o descrever, não há atitudes suficientes para o expressar e não se destrói com pequenas coisas.
Se o sentirmos de uma forma que nos permita voar, que nos permita sorrir, que nos permita sonhar e encontrarmos alguém que o sinta assim também, é das melhores coisas que podemos levar desta vida, um amor para a vida.
Existem desgostos de amor, sofrimento, choro e uma mistura de sentimentos de auto-destruição quando este nos provoca o que há de pior nele, mas há sempre a hipótese de sairmos dessa situação, de conseguirmos erguer-nos e seguir com a vida, de modo a que mais tarde o que nos provocou tanta dor nos provoque igualmente uma felicidade que nos eleva ao mais alto nível.
Primeiramente, temos de nos amar a nós próprios, ter a melhor imagem que podemos criar sobre nós, para, assim, podermos amar da mesma forma outra(s) pessoa(s), pois se isto não acontecer, nunca amaremos outro alguém com tanta força como podemos amar se nos permitirmos amarmo-nos da forma que somos.
Ao longo deste ano e pouco aprendi muito sobre o amor próprio, como é ótimo aceitarmo-nos com todos os defeitos que temos, com todas as adversidades da vida, como é ótimo sermos felizes connosco próprios. Da mesma forma aprendi imenso sobre amarmos outro alguém com uma força enorme, com uma vontade de fazer essa pessoa tão ou mais feliz como somos.
A maior forma de amor que conheci foi o amor de mãe, algo que nos faz pensar que somos capazes de tudo, algo que nos ensina que amar é muito mais do que dizer “amo-te”, mais do que jantar fora e nos divertirmos um bocado, mais do que viver lado a lado com alguém que nos compreende, o amor de mãe é algo que nos enche o peito ao ver o sorriso daqueles pequenos seres que nos acompanham, é algo que nos mostra o verdadeiro sentido da vida, é algo que nos faz ter certezas que somos capazes de tudo aquilo que for necessário para proteger os nossos filhos, para os ver com o brilho nos olhos, para ouvir aquela gargalhada tão doce e apaixonante que nos dão.
O amor é algo que nos une, algo que nos separa, o amor é algo que nos faz bem, algo que nos faz mal, o amor é bom, o amor é mau. O amor tem tantas perspectivas e tantos sentimentos que por vezes se torna confuso, mas quando o amor nos mostra o melhor da vida, é o melhor que podemos pedir.